Após assistir o vídeo de Leonardo Kitsune falando sobre nosso mercado de mangás, fiquei refletindo um pouco sobre o que ele falou, acredito ter pensado em uma pequena solução para um dos problemas, supondo que exista mais de um, para o mercado de mangás nacional.
Kitsune descreveu muito bem como funciona o processo para nós comprarmos um mangá: primeiro consumimos o anime, caso viemos a gostar deste, passa-se a leitura online do material original, e por fim, do mangá online iremos comprar a versão física. Isso é o processo que ocorre para um consumidor de anime comprar um mangá. Mas onde está o problema? O problema está nas edições de mangás.
O mangá físico é a última coisa que se consome, assim descrito anteriormente, no nosso ciclo de consumo de cultura japonesa. Sendo assim, nós queremos edições bonitas: capa dura, papel da melhor qualidade, capa bonita, queremos uma edição de colecionador. Para o quê? Para guardamos.
Mas porque queremos guardar? É muito simples: queremos guardar como lembrança, para poder-nos lembrar que somos fã de algo. Tal como eu tenho um mangá de My Hero Academia para me lembrar que sou um fã deste, um fã de Tokyo Ghoul vai comprar um mangá deste para guardar, colecionar, e por em sua estante para lembrar que é um grande apreciador da obra.
Mas nós sabemos que no Brasil as edições são "baratas". baratas no sentido de estética, as edições são equivalentes as revistas da Turma da Mônica vendidas em uma banca de jornal qualquer. Isso é um problema, como foi dito antes, nós queremos uma edição de colecionador, e nós não temos isso, salvo alguns exemplos como: One Punch Man, Vagabond e Akira.
Então, se nosso modo de consumo de cultura japonesa leva o mangá físico ser a ultima coisa a ser consumida, como não temos edições de colecionadores? O problema são as editoras.
Não quero "vilanizar" nossas editoras, mas elas parecem não entender como funciona o mercado, por isso há tantas reclamações sobre as edições de mangás. Quero ressaltar que não há um vilão nessa história, o que há é uma falta de comunicação e entendimento de ambas as partes.
O erro de nossa parte vem de querermos as edições de colecionadores. As editoras querem, na minha visão, que compremos o mangá físico depois de assistir o anime. Elas querem que compremos aquele com o intuito de ler e deixar em alguma pilha de jornais velhos, tal é o motivo das edições "baratas" existirem aqui.
Infelizmente, nenhum brasileiro irá fazer o que elas desejam - a menos que essa pessoa seja alguém com um bom coração -. Sendo que pode-se ler um mangá online, e de graça.
Então, qual a solução? Ou sigamos o desejo das editoras - sinceramente, essa escolha é utópica - ou as editoras passem a entender o mercado e o consumidor.
Se elas entenderem que queremos as melhores edições, e nos darem isso, então lucraram. Entendo que fazer isso não deve ser fácil, por isso devem pesquisar o que o publico quer e irá pagar qualquer quantia para ter o que deseja. Não falo para trazer qualquer coisa, falo para trazerem o que a maior quantidade de consumidores desejam: os mangás mais desejados, os mangás dos animes que mais fazem sucesso dentro do meio otaku.
Acredito que isso poderia impulsionar as vendas, e assim, as editoras trabalhariam em prol do mercado, lucrando cada vez mais.

Acho que nenhuma das duas opções servem de solução. Na era digital e da informação, as soluções deveriam partir de onde as pessoas mais negociam atualmente: na internet!
ResponderExcluirDo mesmo jeito q a gente recorre para ler o mangá online, pq não lê-lo legalmente online? Um serviço de "streaming" ou "leasing" de mangas com plataforma e um leitor devido (como é o kindle pra amazon) seria o que traria o mercado mais a vida e o expandiria pra outras nações, considerando que haveriam menos custos e os autores finalmente poderiam ser conhecidos mundialmente com maior conexão aos seus consumidores.
Não acho que o mercado de mangá resuma-se apenas aos "colecionadores". Editoras e autores devem pensar melhor sua estratégia de alcançar os consumidores do mercado que escolheram viver. "colecionadores" são uma parte considerável aqui no ocidente mas no oriente eles são um nicho. Compram-se mangás para leitura mesmo, e não só pra reservar um espaço no cantinho da sala.
Já tem algo do tipo, é o mangá plus, acho que é um serviço da Jump Comics, eles lançam capítulos novos lá todos os dias. Eu acho que isso não seria uma solução para o brasileiro em questão por causa da pirataria, acho que o brasileiro não pagaria um serviço como esse justamente porquê pode ir em uma scan e ler o mangá que deseja de graça
ResponderExcluire sim, o mercado não se resume a "colecionadores", mas o brasileiro age como um